SINDVIÁRIOS participa do 12º seminário de Relações Humanas HIV / Aids

Ações como o essa ajudam a fortalecer a luta contra todas as formas de preconceito e desmistificar lendas

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O Diretor de Saúde do Sindviários, Robson Lorono, participou de um importante evento que discutiu políticas de saúde pública, tratamento e prevenção ao HIV/AIDS. É importante ressaltar que as pessoas que vivem com o HIV atualmente não desenvolvem a doença AIDS devido ao correto uso dos medicamentos.

A AIDS quando surgiu estigmatizou os homossexuais e toda a comunidade gay, o que foi um profundo equívoco, pois o vírus não escolhe quem afetar, sendo uma doença que pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas, transfusão de sangue ou contato com fluidos corpóreos. A principal medida de prevenção continua sendo o uso de preservativo masculino ou feminino, bem como o uso de PEP e PrEP.

A PEP (Profilaxia Pós Exposição) é uma medida de prevenção ao HIV em casos de exposição ao vírus, como quando a camisinha sai, rompe ou não é utilizada durante o sexo, em situações de violência sexual e acidentes ocupacionais. A prevenção é feita por meio do uso de medicamentos antirretrovirais, que impedem o vírus de se estabelecer no organismo. Portanto, é importante iniciar a profilaxia em até 72 horas, preferencialmente nas duas primeiras horas após a exposição. A PEP é gratuita e tem duração de 28 dias.

A PrEP (Profilaxia Pré Exposição) consiste no uso diário de medicamentos antirretrovirais (ARV) por pessoas soronegativas antes de uma exposição de risco ao HIV. A prioridade para a PrEP são pessoas que vivem em situação de maior vulnerabilidade ao HIV, como gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, homens e mulheres trans, travestis e casais sorodiferentes (quando um tem HIV e o outro não). A PrEP está disponível para todos que desejam utilizá-la. Ressalta-se que PEP e PrEP não previnem outras ISTs como sífilis, hepatites virais, gonorreia, clamídia, herpes, entre outras. Essas medidas estão disponíveis gratuitamente nos Serviços de Atendimento Especializado e em outros serviços do SUS – Sistema Único de Saúde, sendo importante consultar na região de interesse.

São disponibilizados testes rápidos gratuitos para HIV no SAE e nos serviços da Atenção Básica, com resultados em cerca de 20 minutos. É de suma importância fazer o teste, pois é necessário saber para poder tratar. O silêncio pode levar à morte, enquanto o tratamento possibilita viver com qualidade de vida, sem desenvolver doenças oportunistas comuns à AIDS e, dessa forma, tornar-se indetectável nos exames de sangue.

A sigla I = I (Indetectável = Intransmissível) refere-se ao fato de que, se uma pessoa vivendo com HIV/Aids está em tratamento antirretroviral e o vírus torna-se indetectável, também se torna intransmissível. Uma pessoa HIV+ pode ter relações sexuais sem transmitir o HIV para o seu parceiro(a). Importante ressaltar que o vírus não é transmitido por aperto de mão, abraço, compartilhamento de copo, mordida de cachorros, pernilongos, entre outros. Deve-se sempre evitar o preconceito e a estigmatização.

Em relação à segurança jurídica e à discriminação no trabalho, é importante destacar que não pode haver discriminação contra pessoas vivendo com HIV. Há proteção contra a demissão discriminatória, desde que seja comprovado que ocorreu devido à condição de soropositividade do empregado. A Lei 9.029/95 proíbe a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade. A Súmula 443 também estabelece que a despedida de um empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito é presumidamente discriminatória. Nesses casos, o empregado tem direito à reintegração no emprego.

Robson Lorono já fez parte do coletivo LGBTQIA+ da CUT nos anos de 2011 a 2013, sendo integrante do CRE CET/SP, indicado pelo SINDVIÁRIOS para apoio no movimento. O importante é fortalecer a luta contra todas as formas de preconceito, buscando dignidade, respeito, tratamento adequado, entre outras pautas e, principalmente, a liberdade das pessoas serem quem elas desejarem ser. O Sindicato está atento a qualquer conduta discriminatória no ambiente de trabalho e oferece orientação e apoio quando necessário.

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